Ejetores

OMEL Bomba BLA + Ejetor EBLN03

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Aplicação

O vácuo máximo alcançado por uma bomba de vácuo de anel líquido depende, dentre outros fatores, da tensão de vapor do líquido auxiliar à temperatura de bombeamento. Entretanto não se pode alcançar o vácuo máximo correspondente a esta tensão de vapor sem que o líquido entre em ebulição.

Assim, se quisermos alcançar o vácuo mais elevado do que aquele conseguido pela tensão de vapor do líquido auxiliar, é necessário montar entre a bomba e a aspiração um sistema de compressão operando em outro princípio.

Para bombas de alto vácuo, a OMEL desenvolveu um ejetor a gás, que apresenta entre outras vantagens de funcionamento a não utilização de energia externa, pois utiliza a diferença de pressão existente entre a atmosfera e a tubulação de aspiração da bomba.

Características

  • O ejetor é uma peça simples, praticamente não tem desgaste e sua erosão é desprezível;
  • Níveis de vácuo mais elevados podem ser facilmente alcançados;
  • Protegem a bomba de vácuo contra a cavitação, mesmo quando água morna é usada;
  • Elimina a necessidade de trocadores de calor (intercoolers). A mistura resultante do gás deixando o ejetor é mais fria do que a temperatura de entrada, assim, um trocador de calor não é necessário após uma bomba de vácuo tipo roots, se esta estiver sendo usada;
  • Não ocupa espaço e não necessita de tubulações auxiliares;
  • O gás de descarga da bomba de vácuo de anel liquido pode ser utilizado como gás motor para o ejetor;
  • Se o ejetor for adequadamente dimensionado pode-se eliminar a válvula quebra vácuo;

Materiais construtivos

  • Corpo/Carcaça: Ferro fundido ou aço inoxidável;

Observação: O ejetor pode ser fabricado em outras ligas, sujeito a consulta.

Modelos de ejetores

A OMEL produz cinco tipos de ejetores a gás com diferentes características e adequados para uso em conjunto com determinados modelos de bombas de vácuo conforme indicado na tabela a seguir.

Modelo Bomba OMEL
(Linha BLN)
Vácuo Máx.
Fechado
Temp. da água
de alimentação
RPM
EBLN05-A 230/200 1 ~ 2 Torr 15ºC 1750
EBLN05-A 250/160 1 ~ 2 Torr 15ºC 1750
EBLN05-A x2 230/240 1 ~ 2 Torr 15ºC 1750
EBLN05-A x3 380/300 1 ~ 2 Torr 15ºC 1150
EBLN05-A x3 380/400 1 ~ 2 Torr 15ºC 880
EBLN02 185/80 4 ~ 5 Torr 15ºC 1750
EBLN02 185/120 4 ~ 5 Torr 15ºC 1150
EBLN03 230/120 3 ~ 4 Torr 15ºC 1150
EBLN04 230/120 3 ~ 4 Torr 15ºC 1750
EBLN03 230/120 4 ~ 5 Torr 15ºC 1150
EBLN05 230/200 4 ~ 5 Torr 15ºC 1740
EBLN04 250/240 4 ~ 5 Torr 15ºC 1740
EBLN04 x2 250/160 4 ~ 5 Torr 15ºC 1740
EBLN04 x2 250/240 4 ~ 5 Torr 15ºC 1150
EBLN01 185/80 7 Torr 30ºC 1150
EBLN02 185/80 10 Torr 30ºC 1740
EBLN02 185/120 12 Torr 30ºC 1150
EBLN02 185/80 7 Torr 30ºC 1740
EBLN02 230/120 8 Torr 30ºC 1150
EBLN04 230/120 11 Torr 30ºC 1750

Notas
a) Tabela apenas indicativa. Favor consultar para maiores detalhes.
b) A denominação “x2” no código do modelo do ejetor indica que dois ejetores são montados em paralelo

Princípio de funcionamento

De forma simplificada podemos descrever o modo de funcionamento do ejetor da seguinte forma:

OMEL - Ejetores - Aumento de Vácuo em Bombas de Anel Líquido
Ilustração da Operação de um Ejetor

Durante o funcionamento, reina na aspiração da bomba de vácuo desde a saída do ejetor, um vácuo determinado.

Devido à diferença de pressão existente entre este ponto e a atmosfera, uma certa quantidade de ar externo é aspirada (venturi de entrada do ejetor). O venturi de entrada de ar atmosférico tem o efeito de aumentar a velocidade deste ar provocando um fluxo supersônico no venturi da saída. A velocidade conseguida é correspondente à pressão mais baixa que se deseja obter.

O venturi foi calculado de maneira que, para uma pressão absoluta de 40 torr ao nível da bomba, o ejetor dê uma pressão residual igual a 5 torr.

O gás de processo aspirado se mistura ao gás motor no venturi de saída. O venturi de saída possui um difusor cuja função é diminuir a velocidade desta mistura produzindo uma elevação da pressão até 40 torr, conforme citado anteriormente.

Cada ejetor é especificamente projetado e construído de modo a obter o máximo de desempenho quando acoplado a uma determinada bomba de vácuo.

Se a capacidade da bomba diminui devido a, por exemplo, uma elevação da temperatura do líquido auxiliar, desgaste das peças, redução da rotação ou então, pela utilização de um líquido auxiliar onde a tensão do vapor é mais elevada que a da água, o desempenho obtido se reduz tanto do ponto de vista da pressão absoluta conseguida quanto da capacidade. Ao contrário, se a capacidade da bomba aumenta, a combinação não faz aparecer qualquer ganho sob o ponto de vista de capacidade.

Num ejetor OMEL, as seções são calculadas de tal modo que se obtenha à direita da tomada do venturi de entrada, uma velocidade igual à do som, onde a quantidade de ar aspirado é invariável.

 


Escola de Bombas – Artigo Técnico

Leia mais sobre EJETORES neste artigo técnico publicado da seção Escola de bombas:
Como aumentar o vácuo de uma bomba de anel líquido »

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