Cavitação em Bombas de Vácuo de Anel Líquido

Você sabia que quando a pressão de sucção de uma bomba de vácuo de anel líquido se aproxima da pressão de vapor do líquido de selagem, cada vez mais o espaço de cada câmara do rotor é ocupado pelo vapor do líquido em equilíbrio com o próprio líquido de selagem?

Isso mesmo, se a pressão de sucção é reduzida até a pressão de vapor do líquido de selagem se igualar à pressão total, a capacidade de sucção da bomba cairá para zero.

Neste ponto, ou às vezes um pouco antes, bolhas de gás começarão a se formar no líquido de selagem, nos pontos de menor pressão. Durante o ciclo de compressão, essas bolhas vão entrar em colapso, criando um “vazio” momentâneo que é rapidamente preenchido com líquido. Isto é a cavitação e irá danificar a bomba.

OMEL - Cavitação em Bombas de Anel Líquido OMEL - Cavitação em Bombas de Anel Líquido

As bolhas de vapor entram em colapso com tal força que as partes internas da bomba, principalmente o rotor, ficam cheias de pequenas cavidades (veja fotos acima). Por esta razão, uma bomba de anel líquido nunca deve ser operada sem carga na sucção. Uma bomba em cavitação tem um som inconfundível: ela soa como se alguém tivesse despejado um saco de bolas de gude dentro dela.

Clique no player abaixo para ouvir o som característico de uma bomba em cavitação:

Fonte:
Eng. Paulo Teixeira Jr. (www.torr-engenharia.com.br)
Informações extraídas do livro “Process Vacuum System, Design & Operation”